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Conheço-te?
Data: 18 Julho 2010
Local: Salto do Cavalo
Pilotos: PP, PPerpétuo, Cris, Adal, Zé Carlos, Benj, Armando, Henrique, Alberto, Franck
Texto de Pedro Preto
Estou em divida para com o nosso glorioso Clube, dívida
assinada por nada mais nada menos que o nosso líder aéreo. Um textozinho, e
vejo-me livre de tanto peso.
Ora bem, se bem me lembro ...(pobre de mim!) era um dia
acolchoado por cima morninho na pele, a caravana seguia rumo à descolagem com o
entusiasmo que caracteriza uma excursão de um qualquer lar de 3ª idade.
Sentíamos então a ausência de dois dos idosos a águas numa serra continental ao
cuidado de uma jóia de rapaz, enfermeiro de taroucos incontinentes em regime de
voluntariado. Ah...o que é que...ah, sim o texto...
Chegamos cerca das 13 horas e as Furnas abriam o seu vale pulsátil
e quente aos nossos olhos. Sentia-se uma leve brisa de sudoeste e o Sol
descoberto excitava a nossa imaginação. Possuídos de frémito viril quatro ou
cinco garbosos cavaleiros aceitaram o desafio...e falharam redondamente ao
atingirem em tempo recorde a aterragem. Regressados à descolagem do salitre dei
de caras com o senhor Joaquim Daniel (JD para os amigos) que se volatilizou em recomendações
sobre o uso da sua pastagem.
Sem qualquer intenção de repetir o nosso desaire observámos
o nosso José Carlos (JC para os que o temem) descolar. Quando este subiu aos
céus qual Laika arranhando desesperada a superfície lunar o nosso sorriso asno arredondou-se
em incredulidade. O resultado foi uma corrida desenfreada para as asas numa
espécie de código vermelho, a cor da nossa inveja. Houve térmica para todos -
como por exemplo (+)5,3 - e subia-se sem cerimónia até quase 1000 metros. A nossa
saída do vale encontrava-se no entanto vedada pelas nuvens que o rodeavam mas o
voo excedeu largamente as nossas expectativas. Na hora de aterrar o top landing
foi descartado porque não o permitia a térmica. Uma vez todos na aterragem
oficial e após merecido refresco na fonte da alimária, dividimo-nos quanto à
forma de regressar à descolagem. Uns, menos originais, cravaram amigos nas
redondezas, outros inspirados no Ghandi pretenderam ir a pé (espectáculo
interrompido por piedosos passantes) e outros ainda criaram uma nova via verde
através da frase lapidar "conheço-te" não sem antes pressentirem o pé direito
do condutor do autocarro nos seus traseiros ao declararem não ter um cêntimo
sequer para o bilhete.
E como todas as histórias de encantar têm um final feliz
terminámos o nosso dia no "Summer Breeze" abençoados por umas fresquíssimas
cervejas, desta feita pagas pelo nosso Alberto.
E fomos felizes para sempre...
Quem foi o mau(s) que molhou a Menina?
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