Com algum desenvolvimento vertical e o Sol a aquecer zonas do vale, era de esperar um voo "movimentado", mas nem era preciso tanto!
O Ric afirmou que em nenhuma das provas do Campeonato Nacional de 2011, foi preciso segurar a asa como o fez neste voo...e eu que o diga! As duas primeiras passageiras não tinham peso suficiente para "encher" de pressão a Scenic2. Foi um tal de segurar o "Tcham". Até meti a mão no manípulo do para-quedas...só para verificar onde estava! Não se disse nada às miúdas...Para elas a coisa estava "Maravilhosa!"
O Ric e o Benj foram até ao princípio dos Graminhais e logo entraram na nuvem, que por sinal puxava bem - o "Mister Cloud" avisou o Benj para fugir daquele local!!!...e logo aparecia de novo sobrevoando as Furnas. Tentou passar o Castelo Branco...mas uma vez mais a fortaleza levou a melhor. Foi para a oficial.
Fiz top-landing com todas as 3 espanholitas (ou melhor, uma basca e 2 catalãns, porque espanhóis não conheço!). O Benj também aterrou na descolagem.
Creio que os "nossos" ainda foram para as frescas...
Data: 25 janeiro 2012
Local: Salto do Cavalo SW
Pilotos: Ric, Benj, JB+Gloria, Maite, Anna
Num fabuloso dia de inverno, numa segunda-feira que deveria ter sido de trabalho, não resisti ao chamamento e pus-me a caminho das Furnas, atrás do Hugo, que já lá estava, e do Ric e Benj, que iam a meio caminho.
As condições pareciam muito boas, com tecto alto e belos cúmulos espalhados pelo meio da ilha, o que confirmámos logo que chegámos à descolagem.
O Ric foi o primeiro a sair, seguido do Benj. Deu logo para ver que estava de subir. Como estava ligeiramente da esquerda, a zona de disparo era mais à direita da descolagem, com térmica brava que levou toda a gente praticamente até à nuvem.
O Ric e o Hugo, assim que subiram, mandaram-se para o miradouro do Salto do Cavalo, numa tentativa de alcançarem o tão desejado Pico da Vara, logo seguidos do Benj.
Eu, não tendo conseguido engatar o mesmo ciclo, fiquei um pouco atrasado, o que foi óptimo, pois deu para perceber que a progressão para os Graminhais não estava fácil. Então deixei-me ficar, para ver como se iriam desenvolver os cúmulos que entretanto se estavam a formar mais para o lado do campo de golf.
Ora dentro, ora nas barbas da nuvem, fui andando para poente, sempre acima dos 1.000m. Só não enrolava mais porque ia ligeiramente contra o vento e a deriva levava-me para trás. Nunca consegui grandes velocidades, pouco passava dos 25-30km/h, mesmo acelerando. No entanto, entre a lagoa de São Brás e o Monte Escuro, arrisquei mais um pouco dentro da nuvem, para passar aquela zona complicada, e cheguei ao 1.571m.
Entre o Monte Escuro e a Ribeira Grande, estava com vento praticamente de frente. Houve altura em que, mesmo acelerado, avançava apenas a 11 km/h.
A partir daqui, nada, entrei no azul. Ainda dei umas enroladelas na térmica das Caldeiras, mas depois mandei-me para a praia do Monte Verde.
O resto do pessoal, que entretanto tinha desistido do Pico da Vara e vinham na perseguição, já não apanhou as mesmas condições. O Ric e o Benj ficaram-se pela Maia e o Hugo pelo miradouro de Santa Iria.
Em resumo, um belíssimo voo, o meu record pessoal cá na ilha, que até foi seguido online pelo PLuís e em diferido pelos facebookianos.
Obrigado ao Paulo Luís e também ao Henrique pela disponibilidade (forçada) para a recolha e por ter conseguido por 4 pilotos e 4 asas, à mistura com material de trabalho, dentro dum Patrol.
O livetrack pode ser visto aqui:
http://www.livetrack24.com/live_show_track.php?trackID=89420&2d=0
Previsão de sul fraco e tecto alto=tentativa de chegar ao Pico da Vara! Assim foi, o João e o Miguel ficaram pelo vale das Furnas, eu e o Hugo tentámos o cross para chegar ao Evareste de São Miguel. Até ao Salto do Cavalo (miradoiro) subia-se muito bem, mas ganhar mais altura para atravessar para os Graminhais estava difícil. Sem sol a térmica era pouca e o vento ia ficando mais fraco. Com 900 mts partimos e percorremos os Graminhais em sobrevivência, pouco subindo da linha da cumeeira. Ainda enrolámos umas bolhitas com deriva para as eólicas, naquela será que dá? Dá! Depois de muito insistirmos, apanhámos uma bolha que nos levou quase aos 1000 mts antes da última concha que leva ao topo da montanha. Seguimos mas não havia consistência nenhuma, ora parecia que estávamos meio a sotavento ora subíamos qualquer coisa e, a uns 500 mts do cume, abandonámos o projecto e dirigimo-nos às encostas viradas a oeste, à esquerda da Povoação, que entretanto tinham algum sol. Já só deu para ir andando até aterrarmos junto à estrada para o Faial da Terra.
Mais uma vez, o Pico da Vara a fazer-se difícil, não se deixa conquistar sem mais nem menos. Bom, nunca tinha estado tão perto, fica para a próxima...De qualquer modo foi um voo fantástico, a paisagem é grandiosa.
Um muito obrigado ao Miguel Cabral pela recolha até ao Salto do Cavalo.
Data: 09 Fevereiro 2012
Local: Salto da Cavalo
Pilotos: JB+Pedro, Hugo, Miguel Áspera, Ric
Ao receber um sms do nosso amigão Ricardão, a informar que iria tentar as Furnas, resolvi ir ao seu encontro. Pelo caminho recebi uma chamada dele a dizer que estava nas Furnas mas que iria experimentar a Vila Franca. Como eu estava a chegar ao Salto do Cavalo fui até à descolagem oficial e quando lá cheguei soprava uma brisa Sul fraquinha. Esperei um pouco que viesse mais vento...mas nada!
Com o António a chegar resolvi pedir-lhe boleia pois iria fazer um bilugar com o nosso amigo Rui (piloto de parapente da Ilha do Pico que está em S. Miguel a fazer o Curso de paramotor). Descolamos e depois de algum tempo de voo reparamos que a nossa boleia já se encontrava na aterragem oficial. Aterramos e voltamos para a descolagem. Entretanto chega o Paulo Melo, que preferiu não voar (Asneira!), mas sim servir de condutor/recuperador o resto da tarde.
Voltei a fazer um bilugar com a Marisa (amiga do Paulo), e o António o seu primeiro voo do dia.
Passado que está o primeiro Domingo de Outono de 2011, desfrutamos de mais um voo sobre as Furnas - uma paisagem única e maravilhosa coberta de diversificada vegetação, onde podemos ver a maior e mais antiga cratera vulcânica e em cujo fundo se localiza a lagoa das Furnas (uma das maiores hidrópoles do Mundo).
Terminamos nas típicas cervejolas.
Meteorologia
Velocidade vento Km/h:12 na descolagem
Direcção do vento: quadrante Sul
Pilotos: Arnaldo+Rui/Marisa, António Silva
Visitantes: Paulo Melo
Recolha: Paulo Melo
O aspecto mais positivo deste voo foi o número recorde de pilotos presentes – 17.
Também positivo foi o facto de pela primeira vez (que eu tenha conhecimento!) se ter juntado quase todos os alunos do curso de 2011 (faltou 1).
Observando o voo da bilugar pilotada pelo Ric (o primeiro a descolar) logo vimos que ia ser dia de marrecanço geral. Ainda antes das “amburguesas+cerveja”, houve quem repetisse a dose de planeio rasante.
Há que agradecer à “directora da torre de controle” pelas instruções dadas via rádio aos novos pilotos do CASM na zona de aterragem…se bem que forçada! Temos que adquirir uns óculos antifog para a dita Senhora. Tenho a impressão que o embaciamento das lentes se deveu à emanação da actividade vulcânica da vila das Furnas, as Caldeiras ficam mesmo ali…digo eu!
Data: 08 Janeiro 2012
Local: Salto do Cavalo
Pilotos: Ric+Telma & Aura, Verónica, Sara, Raquel, Benj, Arnaldo, AlbertoP, BBruno, JAntónio, Henrique, DuarteM, RuiM, PLuís, PPerpétuo, MCabral, Adal e ASilva
Meteo: sem vento e brisa muito fraca de sueste a caravana rumou às Furnas. Devido à direcção do pouco vento, utilizamos a descolagem situada mais a oeste do planalto do Salto do Cavalo.
Local: Serra Gorda/Salto do Cavalo
Meteorologia: direcção do vento sul/sueste, 15km/h na descolagem da frente sul Serra Gorda; vento fraco nas Furnas.
Pilotos: Arnaldo, Roland Beck, Alberto (aluno do curso 2011)
Instrutores: Nuno Gomes, Marco
Recolha: Cornel Kirsch/Verónica
Deslocamo-nos até à Serra Gorda para mais um voo. Ao chegar já andava o nosso novíssimo piloto (Alberto) nos seus primeiros de muitos voos. Subimos, e desta vez deixei que fosse o nosso visitante o primeiro a descolar. Fizemos alguma permanência e fomos para a aterragem habitual, depois decidimos ir almoçar às Furnas.
Dia hardcore nas Furnas: previsão de vento sul e tecto alto, pensámos numa (mais uma...) tentativa de alcançar o Pico da Vara. Na descolagem o vento já era forte às 11h da manhã (mais tarde vim a ver o NOAA com última actualização a dar mais vento - geralmente não vamos às Furnas com previsão de quase 6 m/s à altura da descolagem). O Ben saiu primeiro seguido do João. Depois de ver as dificuldades que tiveram, coloquei a asa o mais para baixo possível e tive uma descolagem à Ceará (o do Brasil...). No ar estava bem hardcore, com térmica potente, vento de 25-26 km/h. Uma só vez caí para o sotavento da térmica, nada agradável, disse logo pela rádio para o pessoal não fazer o mesmo. Na passagem do vale das Furnas para os Graminhais apanhei o maior canhão que me lembre aqui na ilha (tirando a geotermia, claro): 4 m/s integrado, com picos de mais de 5 m/s e vento forte é muito bom para acordar! Eu e o João lá fomos segurando a coisa e subimos aos 1200 mts. Com essas condições e vendo a velocidade das eólicas, talvez não fosse grande ideia ir ao Pico da Vara, de modo que fomos pela crista para sul, na confluência, até à Ribeira Quente. Aí, finalmente, uma lufada de ar calmo. O vento tinha baixado para 18-20 km/h, condições suaves e fomos subindo até à nuvem a cerca de 900 mts. Depois de uma pausa para as fotos, fomos andando para a Ponta Garça. A seguir à antena entrámos no escoamento do vento, as bolhas muito derivadas voltavam a indicar 26 km/h de vento e tivémos de aterrar pouco mais à frente. O Ben, Hugo e os franceses ficaram pelas Furnas. O PLuís e o Bruninho, vendo o power na descolagem não chegaram a sair.
Meteo: Vento sul moderado, térmica power, sol e cúmulos com tecto a 1200 mts
Pilotos: Ben, Hugo, JB, Ric, Franceses
Vento fraco de sul-sw, népia de sol e tecto a 900 mts.
Condição de sobrevivência, era necessário aproveitar bem os venturis onde se concentrava a pouca ascendência. Para o fim melhorou a condição e já dava para aguentar à vontade acima da encosta. O PPerpétuo e o Miguel Cabral aterraram em baixo. A Sarita fez "toplanding" e não conseguia conter a sua alegria, parabéns para ela. No segundo voo o PPerpétuo fez toplanding tal como o Ben e o Ric.
Texto de Sara Sousa
Obrigada pelos parabéns!
Após ter sobrevoado quase toda a encosta virada a sul-sw do vale das Furnas e como havia boa sustentação, decidi tentar o "toplanding". Estive um bocado a "namorar" e a estudar bem a manobra voando por cima da descolagem... p'rá frente e para trás... e depois consegui. Já tinha aterrado no mesmo local há uns tempos atrás mas com ajuda do PLuís. Desta vez foi sem orientação externa.
Chegados à descolagem verificamos que: a erva estava toda molhada, não havia vento, o céu apresentava-se carregado de nuvens de base escura, o Sol penetrava com alguma dificuldade através delas. Estavam reunidas condições perfeitas para uma "marreca". Mas - tão bom quando há um "MAS" salvador - os milhafres subiam por todo o lado. Ainda esperamos, desconfiados, observadores e a leve brisa soprava (de vez em quando!). Na descolagem do 16º Festival, o Arnaldo ligava a "máquina de sulfatar" e depois de várias tentativas lá avoou...
Toca a descolar: primeiro o Ric e logo à esquerda subiu...até à nuvem! Depois foi a pressa do costume! Os que ficaram a ver o pessoal a descolar - com o material bem arrumadinho nos sacos - continuaram "a pastar", porque pouco depois o vento começou a entrar de costas...Bem que os avisei!
Na tentativa de passar o Castelo Branco, fiquei com o Ric (ele chegou aos 1.200m dentro da nuvem...Estás desclassificado!) nas caldeiras da lagoa. O PLuís fez toplanding, o Benj e o Alberto chegaram "às barbas das nuvens".
Entretanto o Hugo saía da Barrosa e chegava á Vila Franca.
Data: 15 Agosto 2011
Local: Salto do Cavalo (Furnas)
Pilotos: Cris, PPreto, Henrique, MJorge, RaquelER, Adal????+ franceses
Texto & fotos de Cristina Preto
Fomos chegando à descolagem das Furnas durante toda a manhã. Não havia sol de modo que esperamos que este nos encorajasse... começamos a descolar pouco depois e foi óptimo pois facilmente se chegava à base da nuvem... deu para tudo, até para treinar orelhas.
Foi um bom recomeço depois de tantos meses sem voar.





