A última “marrequinha” fora feita lá no mês de Outubro no norte de Portugal (no Cerdal), com pilotos do Porto. Linda, com o sol a cair atrás das montanhas, mas sem fotos, pois tinha sido tão imprevisível – durante a semana e depois das aulas, que tive mesmo de voar com uma asa emprestada! Mas logo com o inverno, o mestrado e as viagens para voar de trike, fizeram do voo em parapente missão impossível.
Na sexta à noite recebi uma mensagem a avisar do voo no sábado. Lá fui sem duvidar e conheci ao pessoal que voa nos arredores de Vigo. Por certo, são muitos os que têm vontade de conhecer e voar nos Açores. O local situa-se a uns 50 km a sul de Vigo, Santa María de Oia. A descolagem foi no Monte do Castro, brisa NW constante e de boa intensidade, céu azul, sol, perfeito! Nem estava frio! Com motivo do Carnaval, juntaram-se uns 20 pilotos.
Esta vez, quem me prestou ajuda foi o César – ele diz que conhecia alguns dos pilotos açorianos das competições. Os primeiros a descolar foram quase que direitos à aterragem, mas logo a seguir, a brisa aumentou um bocadinho, e deu para fazer permanência na montanha, subia-se por todo lado! Por fim!
Que saudades tinha dessa sensação de estar no ar! De subir! De voar! Vistas espectaculares...a minha terra é linda…Muito mesmo! Gostei especialmente de ver a norte o farol de Cabo Silleiro. Só fui embora dali quando o César pediu para me dirigir á aterragem, pois o vento tendia a aumentar, e sem acelerador tinham medo de que não chegasse. Lá em cima mantinha-se bem a altura, mas quando se aproximava do chão, a asa caia que nem uma pedra, e sentia-se um vento mais forte nos últimos metros, mesmo com os pés já em terra. Pepe, outro piloto que já tinha aterrado, foi quem me guiou na manobra. Uma vez mais, o sorriso e a felicidade inundaram-me para o resto do dia, aliás…diria também para o resto da semana. Só espero repetir em breve. Estes voos esporádicos sabem a pouco, mas sabem mesmo bem.
Data: 18 Fevereiro 2012
Local: Monte do Castro





