Escrevo o texto como “observador”…daí o título! Também e como de costume porque é-nos difícil “arrancar” umas linhas ao pessoal que voa. Não voei porque a minha Peak ainda está de cabos trocados…
A previsão meteorológica dizia que o vento de SE iria soprar cada vez mais forte.
Assim o pessoal abriu as asas na descolagem SE do Salto do Cavalo, onde as nuvens (algo escuras) apresentavam já algum desenvolvimento, cobrindo por vezes de sombra o vale & arredores.
O Ric foi o primeiro a avançar para a lagoa, numa linha quase directa. Julgo que só fez um 360º para galgar alguns metros.
E aqui tenho que dar umas dicas aos “outros pilotos”:
1- 1- Devem estar sempre atentos aos pilotos mais experientes a ver o que fazem.
2- 2- Neste caso não era muito difícil seguir o “líder”.
3- 3- Em vez de ficarem sobre o vale a “levar porrada”.
4- 4- Mas custa-vos sair da “zona de conforto”…ou seja – os locais onde habitualmente voam e não muito longe da “aterragem oficial”.
5- 5- Meus amigos – se querem evoluir – têm que “aventurar-se”. Não queremos “maluquices”, mas neste caso era muito simples: “Just follow the leader!”
Bem que o fez o Arnaldo, que seguiu directo ao Ric…mas depois também “borrou a pintura” ao ir aterrar numa zona rotorizada, felizmente com a única consequência de andar uns kms de asa às costas e de levar algum tempo às equipas de recuperação a encontrá-lo.
O Ric passou o Castelo Branco indo aterrar junto à entrada para o Pico da Cruz.
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Texto de Paulo Luís
A importancia dos rádios.
Hoje quando chegava ás Furnas já a malta havia aterrado devido ao aumento do vento com a exepção do Ricardo "Asas nos pés", que já estava a passar o Castelo Branco numa deriva para fazer alguns 12 Km, até á Vila. O Arnaldo estava junto ao miradouro do Pico do Ferro sem avançar e resolveu aterrar no topo do cabeço á direita numa zona rotorizada.
Só eu o vi o referido companheiro do miradouro onde me encontrava. Sem rede para móvel e sem rádio tive de ir buscar o do JBrum que felizmente até tinha uma antena POWER e depois de cerca de 1 hora de rodeios conseguimos encontrar o dito piloto.
Deste episódio podem-se tirar várias elações mas volta mais uma vez a ter-se uma certeza: a importância dos rádios na nossa modalidade.
Os erros de leitura também são de ter em conta. Ele pensava que estava a 200m do Castelo Branco quando na verdade estava a 2.5Km. O mais curioso é que optando pelo caminho certo podia ter percorrido apenas 600m a pé em vez dos cerca de 3Km, no meio de pastos e cães de fila...que palmilhou.
Portanto RADIOS SEMPRE PRONTOS.





