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Sunday, 19 February 2012 19:03

O regresso do colega

Written by Arnaldo Rocha

Sabendo que o dia era muito parecido com o de sábado decidi ir primeiro à Serra Gorda antes de seguir para as Furnas. Estive com o António Silva na “Catedral”. Entretanto chegou o nosso amigo Paulo Melo que após algum tempo de ausência regressou, iniciando o dia a fazer inflados (quem sabe nunca esquece!). Após o almoço e depois de falar com o nosso Joãozinho decidimos ir até à Vila Franca fazer mais um voo. Ao chegarmos lá juntamo-nos aos nossos colegas Benjamim, Henrique e Sarinha, que já estavam de partida. O Paulo Melo depois de uma manhã a inflar realizou o seu 1º voo de 2012 (o 1º de muitos…espero eu!). Após algum tempo de voo, encontramos os franceses, na aterragem oficial, que não sabiam como chegar à descolagem. O António descolou com os nossos novos amigos para um voo breve visto que a chuva fez a sua aparição, como mostram as fotos.
Para terminar o dia fomos às famosas fresquinhas na Caloura, mas desta feita ficou na conta do Paulo Melo.

Vento: Quadrante Sul

Velocidade do Vento:

Serra Gorda - 20 a 26 Km/h

Senhora da Paz - 15 Km/h

Pilotos: António Silva, Arnaldo, Paulo Melo e franceses (os simpáticos 4 juntaram-se a nós em Vila Franca)

Visitantes: Marcelo e Alexandra

Sunday, 19 February 2012 15:35

Finalmente uma lufada de ar calmo!

Written by Ricardo Rodrigues

Dia hardcore nas Furnas: previsão de vento sul e tecto alto, pensámos numa (mais uma...) tentativa de alcançar o Pico da Vara. Na descolagem o vento já era forte às 11h da manhã (mais tarde vim a ver o NOAA com última actualização a dar mais vento - geralmente não vamos às Furnas com previsão de quase 6 m/s à altura da descolagem). O Ben saiu primeiro seguido do João. Depois de ver as dificuldades que tiveram, coloquei a asa o mais para baixo possível e tive uma descolagem à Ceará (o do Brasil...). No ar estava bem hardcore, com térmica potente, vento de 25-26 km/h. Uma só vez caí para o sotavento da térmica, nada agradável, disse logo pela rádio para o pessoal não fazer o mesmo. Na passagem do vale das Furnas para os Graminhais apanhei o maior canhão que me lembre aqui na ilha (tirando a geotermia, claro): 4 m/s integrado, com picos de mais de 5 m/s e vento forte é muito bom para acordar! Eu e o João lá fomos segurando a coisa e subimos aos 1200 mts. Com essas condições e vendo a velocidade das eólicas, talvez não fosse grande ideia ir ao Pico da Vara, de modo que fomos pela crista para sul, na confluência, até à Ribeira Quente. Aí, finalmente, uma lufada de ar calmo. O vento tinha baixado para 18-20 km/h, condições suaves e fomos subindo até à nuvem a cerca de 900 mts. Depois de uma pausa para as fotos, fomos andando para a Ponta Garça. A seguir à antena entrámos no escoamento do vento, as bolhas muito derivadas voltavam a indicar 26 km/h de vento e tivémos de aterrar pouco mais à frente. O Ben, Hugo e os franceses ficaram pelas Furnas. O PLuís e o Bruninho, vendo o power na descolagem não chegaram a sair.

Meteo: Vento sul moderado, térmica power, sol e cúmulos com tecto a 1200 mts

Pilotos: Ben, Hugo, JB, Ric, Franceses

Saturday, 18 February 2012 18:53

Missão impossível

Written by Laura Gonzaléz

A última “marrequinha” fora feita lá no mês de Outubro no norte de Portugal (no Cerdal), com pilotos do Porto. Linda, com o sol a cair atrás das montanhas, mas sem fotos, pois tinha sido tão imprevisível – durante a semana e depois das aulas, que tive mesmo de voar com uma asa emprestada! Mas logo com o inverno, o mestrado e as viagens para voar de trike, fizeram do voo em parapente missão impossível.

Na sexta à noite recebi uma mensagem a avisar do voo no sábado. Lá fui sem duvidar e conheci ao pessoal que voa nos arredores de Vigo. Por certo, são muitos os que têm vontade de conhecer e voar nos Açores. O local situa-se a uns 50 km a sul de Vigo, Santa María de Oia. A descolagem foi no Monte do Castro, brisa NW constante e de boa intensidade, céu azul, sol, perfeito! Nem estava frio! Com motivo do Carnaval, juntaram-se uns 20 pilotos.

Esta vez, quem me prestou ajuda foi o César – ele diz que conhecia alguns dos pilotos açorianos das competições. Os primeiros a descolar foram quase que direitos à aterragem, mas logo a seguir, a brisa aumentou um bocadinho, e deu para fazer permanência na montanha, subia-se por todo lado! Por fim!

Que saudades tinha dessa sensação de estar no ar! De subir! De voar! Vistas espectaculares...a minha terra é linda…Muito mesmo! Gostei especialmente de ver a norte o farol de Cabo Silleiro. Só fui embora dali quando o César pediu para me dirigir á aterragem, pois o vento tendia a aumentar, e sem acelerador tinham medo de que não chegasse. Lá em cima mantinha-se bem a altura, mas quando se aproximava do chão, a asa caia que nem uma pedra, e sentia-se um vento mais forte nos últimos metros, mesmo com os pés já em terra. Pepe, outro piloto que já tinha aterrado, foi quem me guiou na manobra. Uma vez mais, o sorriso e a felicidade inundaram-me para o resto do dia, aliás…diria também para o resto da semana. Só espero repetir em breve. Estes voos esporádicos sabem a pouco, mas sabem mesmo bem.

Data: 18 Fevereiro 2012

Local: Monte do Castro


Saturday, 18 February 2012 09:01

Treino de equipa

Written by Ricardo Rodrigues

Meteo: Vento fraco de leste-sudeste em baixo e nordeste acima dos 1000 mts, boa instabilidade, algum sol mas com muita sombra também.

Pilotos: Raquel, Verónica, JB, Hugo, Arnaldo, Ben, Henrique, Miguel Cabral, Rui Medeiros, Adal, Bruninho, PPerpétuo, Ric

Dia de voo fantástico nas Furnas (apesar de algumas marrecas...). O vento fraco mas muito da esquerda criava condições mexiditas, com bolhas potentes mas estreitas. Ora era necessário ser agressivo para aproveitar os canhões, ora tínhamos de entrar em modo light para sobreviver com alguma altura. Na zona do Pico do Ferro e lagoa estava mais bem orientado. Fui andando para lá e alcancei a confluência que se formava entre a Ribeira Quente e o Castelo Branco, onde deu para subir finalmente em térmica maior que um campo de ténis. Cheguei aos 1050 mts, perdi alguma altura para as fotos. Voltei a subir e, depois do resto do pessoal comunicar que iam descolar de novo, cruzei o Castelo Branco para a difícil travessia do planalto até à Vila Franca. Lá consegui uma boa térmica que me levou até ao Pico da Cruz, pensando que o mais difícil estava feito. Acontece que aí tinha ficado tudo à sombra e nem termodinâmico dava. Fui seguindo para a Barrosa, mas sempre baixo (cheguei a baixar dos 500 mts). No monte antes da Barrosa lá fui subindo e passei para a cordilheira leste da Lagoa do Fogo. O João e o Hugo (este tendo descolado pela terceira vez! Depois de tanto sacrifício, a merecida recompensa...) já lá vinham em bom ritmo. Fui subindo até quase aos 900 mts e tive de decidir: ou esperava por eles para seguirmos juntos ou arrancava já. Nessa altura as condiçoes para o lado da Lagoa e Cabouco pareciam muito boas com sol, fogueiras e cúmulos, mas decidi esperar, já voava sozinho há horas. Acabou (penso...) por ser um erro pois já não mais consegui subir tanto e quando cruzámos os três a zona de Água de Pau já íamos mais baixos e com piores condições pela frente. Acabámos por ir aterrar à entrada da Lagoa, depois de um belo treino de conjunto (pelo menos no final...) da equipa de competição do CASM.

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