...foi a expressão utilizada pelo "nosso" Adal após ter aterrado em Ponta Garça no Sábado passado, referindo-se ao facto de considerar que sozinho seria mais difícil realizar o voo que tinha acabado de fazer.15 Km para todos os 10 pilotos do CASM, para muitos um novo recorde pessoal!
Todos de parabéns.
O dia esteve perfeito para esta rota, mantendo-se um vento Sul ligeiramente Sudeste durante toda a tarde, que deu para toda a gente se passear pela costa à vontade. Muitas fotos, muitos sorrisos e algumas memórias que serão certamente difíceis de esquecer. Pessoalmente, achei incrível ver tantas asas passar ao mesmo tempo para a Ribeira Quente, se fossem navios seriam uma verdadeira Armada! Espectaculares também as imagens da passagem para a Ponta Garça, com o Sol já mais baixo e com um tecto que deixou criar uns Espectros.
Abaixo algumas das imagens da galeria desta notícia:
Num fabuloso dia de inverno, numa segunda-feira que deveria ter sido de trabalho, não resisti ao chamamento e pus-me a caminho das Furnas, atrás do Hugo, que já lá estava, e do Ric e Benj, que iam a meio caminho.
As condições pareciam muito boas, com tecto alto e belos cúmulos espalhados pelo meio da ilha, o que confirmámos logo que chegámos à descolagem.
O Ric foi o primeiro a sair, seguido do Benj. Deu logo para ver que estava de subir. Como estava ligeiramente da esquerda, a zona de disparo era mais à direita da descolagem, com térmica brava que levou toda a gente praticamente até à nuvem.
O Ric e o Hugo, assim que subiram, mandaram-se para o miradouro do Salto do Cavalo, numa tentativa de alcançarem o tão desejado Pico da Vara, logo seguidos do Benj.
Eu, não tendo conseguido engatar o mesmo ciclo, fiquei um pouco atrasado, o que foi óptimo, pois deu para perceber que a progressão para os Graminhais não estava fácil. Então deixei-me ficar, para ver como se iriam desenvolver os cúmulos que entretanto se estavam a formar mais para o lado do campo de golf.
Ora dentro, ora nas barbas da nuvem, fui andando para poente, sempre acima dos 1.000m. Só não enrolava mais porque ia ligeiramente contra o vento e a deriva levava-me para trás. Nunca consegui grandes velocidades, pouco passava dos 25-30km/h, mesmo acelerando. No entanto, entre a lagoa de São Brás e o Monte Escuro, arrisquei mais um pouco dentro da nuvem, para passar aquela zona complicada, e cheguei ao 1.571m.
Entre o Monte Escuro e a Ribeira Grande, estava com vento praticamente de frente. Houve altura em que, mesmo acelerado, avançava apenas a 11 km/h.
A partir daqui, nada, entrei no azul. Ainda dei umas enroladelas na térmica das Caldeiras, mas depois mandei-me para a praia do Monte Verde.
O resto do pessoal, que entretanto tinha desistido do Pico da Vara e vinham na perseguição, já não apanhou as mesmas condições. O Ric e o Benj ficaram-se pela Maia e o Hugo pelo miradouro de Santa Iria.
Em resumo, um belíssimo voo, o meu record pessoal cá na ilha, que até foi seguido online pelo PLuís e em diferido pelos facebookianos.
Obrigado ao Paulo Luís e também ao Henrique pela disponibilidade (forçada) para a recolha e por ter conseguido por 4 pilotos e 4 asas, à mistura com material de trabalho, dentro dum Patrol.
O livetrack pode ser visto aqui:
http://www.livetrack24.com/live_show_track.php?trackID=89420&2d=0
Qualquer Parapentista que não tenha ouvido falar na Coupe Icare é, provavelmente, uma excepção à regra. É um mega evento com direito a visita de milhares de pessoas e com tantas actividades que é praticamente impossível fazer e ver tudo, durante os dias do Festival.
O projecto que planeamos implicou desenvolver ideias para um stand, um filme sobre os Açores e o parapente, e a utilização de autocolantes em asas com o endereço web da ATA. Sem prejuízo de uma apresentação formal dos resultados a todos os associados, abaixo ficam algumas (das centenas de) fotos que ilustram um pouco do que é a Coupe Icare duas ou três notas pessoais.
Não vou exagerar dizendo que Saint Hilaire é um local espectacular para voar; não é. Lá que é emblemático, isso é, mas dizer que é um sítio para se fazer grandes voos, já não vou tão longe. Para quem não gosta de multidões no ar, nem vale a pena levar asa, a não ser para voar na vizinhança. O ambiente, contudo, é espectacular e a sensação de descolar daquele tapete verde da descolagem Sul é inesquecível... mesmo que para isso tenhamos que ouvir um briefing de uns senhores que nos obrigam a saber todas as áreas proibidas e restrições (dão-nos um autocolante e tudo).
O Pedro a descolar na descolagem Sul
O iCarnaval tem um nome verdadeiramente apropriado. Perante uma multidão de máquinas fotográficas e olhares que não conseguem disfarçar espanto, dezenas de equipas, mais ou menos dementes, lançam-se para o ar com fantasias que por vezes não abonam muito em favor da segurança.
O ICarnaval. E... sim, aquilo são pilotos vestidos de ovelhas:)
Pessoalmente, e para além do facto de ser um local fantástico para promover o parapente nos Açores, penso que o que nos marca é realmente a possibilidade de estar com os amigos num ambiente em que o nosso desporto tem tanta visibilidade. Essa é aliás para mim a lembrança que trago de França e da viagem que fiz depois à Suiça. Enfim, o espírito que queremos manter com o nosso Festival, mas em ponto (muuuiito) mais pequenino:).
Numa tarde em que o João, o Ric, a Sara e o Armando disfrutaram de boas excelentes (já me contaram) condições na Vila (notícia para o futuro), o Perpétuo e eu decidimos aproveitar a próximidade do pópulo. Esteve impecável. A princípio o vento ainda estava no limite e se subíssemos um pouco mais ficava difícil não usar acelerador, mas a previsão era para enfraquecer e passado um pouco ficou "no ponto"... De tal maneira que até dava para fazer dinâmico junto à estrada:)
Pelas 17h o Benj telefonou, mas já o Pedro tinha ido embora e eu tinha tudo arrumado para ir trabalhar. Ainda esperei um pouco, mas seria "a solo" que o nosso Benj se estreava a voar sobre a Igreja de São Roque:) Voou até quase de noite, e até passou para o edifício do Pópulo!
Como já temos dito, este não é propriamente um local fácil para voar, antes pelo contrário, e por isso fico muito satisfeito pelo Ben ter conseguido estrar-se no "Parapente Urbano":) A prova de que não é preciso ser-se "Guru" para dominar um local técnico como este. Bom controlo da nossa asa (algo que temos sempre que praticar) 110% de atenção e não "engrandecer" (como diz o João), tendo sempre consciência das nossas capacidades.
P.S.:
Reparei que não escrevi nada sobre o facto de o Ben ter estado a voar "a solo". E como não quero de modo algum dar a entender que incentivo o pessoal a voar sozinho, gostava de deixar claro que o que me deixou satisfeito não foi isso, mas sim o facto de ter tido a confiança e a competência para voar ali em segurança.
Embora o voo seja da inteira responsabilidade do piloto, voar sozinho implica geralmente tomar decisões com menos informação disponível (sem considerar análises de outros pilotos, por exemplo) e isso é um factor de risco, para não falar em termos de socorro. No caso do Ben, havia outros pilotos que tinham estado a voar que lhe falaram das condições, e não falta gente ali no Pópulo, de modo que ele concerteza teve tudo isso em consideração, fez a sua análise e decidiu voar.
Abaixo, algumas fotos que o João tirou antes de ir para a Vila.
Previsão de sul fraco e tecto alto=tentativa de chegar ao Pico da Vara! Assim foi, o João e o Miguel ficaram pelo vale das Furnas, eu e o Hugo tentámos o cross para chegar ao Evareste de São Miguel. Até ao Salto do Cavalo (miradoiro) subia-se muito bem, mas ganhar mais altura para atravessar para os Graminhais estava difícil. Sem sol a térmica era pouca e o vento ia ficando mais fraco. Com 900 mts partimos e percorremos os Graminhais em sobrevivência, pouco subindo da linha da cumeeira. Ainda enrolámos umas bolhitas com deriva para as eólicas, naquela será que dá? Dá! Depois de muito insistirmos, apanhámos uma bolha que nos levou quase aos 1000 mts antes da última concha que leva ao topo da montanha. Seguimos mas não havia consistência nenhuma, ora parecia que estávamos meio a sotavento ora subíamos qualquer coisa e, a uns 500 mts do cume, abandonámos o projecto e dirigimo-nos às encostas viradas a oeste, à esquerda da Povoação, que entretanto tinham algum sol. Já só deu para ir andando até aterrarmos junto à estrada para o Faial da Terra.
Mais uma vez, o Pico da Vara a fazer-se difícil, não se deixa conquistar sem mais nem menos. Bom, nunca tinha estado tão perto, fica para a próxima...De qualquer modo foi um voo fantástico, a paisagem é grandiosa.
Um muito obrigado ao Miguel Cabral pela recolha até ao Salto do Cavalo.
Data: 09 Fevereiro 2012
Local: Salto da Cavalo
Pilotos: JB+Pedro, Hugo, Miguel Áspera, Ric
São 21:54 neste momento e, embora esteja quase certo da resposta à pergunta que dá título a esta notícia, não posso afirmar se o Ricardo ainda está no ar ou não.
Que ele voa de noite já temos provas disso (para quem não acredita basta ver a notícia apropriadamente intitulada "Voo Noturno").
Que ele faz voos de 6 (!) horas também já todos sabemos disso (ou não tivesse ficado para a história o épico voo Furnas-QuasePicoDaVara-Pastinhos).
De modo que, não posso garantir, caro leitor ou leitora, que à hora que escrevo estas linhas o meu amigo Ricardo ainda não esteja em voo. Salvaguarde-se, portanto: corro o risco de me estar a adiantar numa crónica que não fará completamente justiça ao seu voo, ainda assim...prossigo.
O dia estava (não... não direi de record) de distância. NW com a intensidade certa para o nosso Ceará. "Quanto mais longe melhor" já me zumbiam aos ouvidos a caminho da descolagem... Ora bem, descolou o João e nunca mais o vi. Quer dizer: ainda o vi por cima de mim, porque descolei logo que detectei que tinha engatado 2ª numa térmica. Térmica essa que o levaria a altura suficiente para se mandar direto para a descolagem das Sete Cidades! Sim, leu bem, cara leitora (ou leitor) Di-re(c)to. E há fotos à escolha para comprovar. Um luxo. De modo que esta parte da história está contada: " 'té manhã se Deus quiser... não esperem por mim que vou na direção da Serra Gorda ".
Eu, o Pedro Para Sempre e o Ricardo andamos um bocado "aos papéis" (pelo menos foi o que me pareceu) até que o Pedro lá se orientou no canhão dos Mosteiros e mandou-se para o João Bom a ver se seguia para a tão procurada distância.O Ricardo e eu lá nos safamos exatamente do mesmo modo só que fomos derivando para a descolagem das Sete Cidades. Aí subimos novamente até à nuvem e partimos para a maldita Sombra da zona dos Pastinhos.
O Pedro acabou por aterrar lá para os lados do Noroeste da ilha, eu nos Pastinhos e o João na Serra Gorda. O Ricardo... como disse, a última vez que falei com ele ainda voava (atendeu o telemóvel em voo) junto aos Pastinhos, de modo que termino como comecei: são neste momento 22:13, Ricardo, ainda estás voando?
PS: obrigado ao Tiago que serviu de condutor:)
Annecy, considerada a Veneza dos Alpes, não é um destino qualquer. Mesmo sem falar em parapente, para mim ficará na lista dos melhores locais de França. A viagem, que antes de tudo foi um passeio fantástico com amigos, correu lindamente, com direito a alguns voos bastante bonitos sobre o Lago de Annecy.
Para quem não se recorda ou não ficou a saber, esta viagem aconteceu em larga medida pelo facto de a menina Raquel Moniz se ter lembrado de me oferecer a estadia para a Coupe Icare (próxima Notícia). Num piscar de olhos, e com grande organização, juntou-se um grupo com a Cristina, a Sara, o Pedro e o Adal. Alugamos um Furgão, arranjamos um apartamento e lá fomos, ouvindo o som da voz da Amália no GPS: "saia na saída"; "mantenha-se na faixa da esquerda" e "chegou ao seu destino"...
A localidade fica situada na Região Rhone-Alps, muito próxima de Genebra (Lyon fica a mais ou menos uma hora de carro) e tem uma zona histórica muito interessante, com alguns canais e pequenas ruelas que realmente fazem lembrar um pouco Veneza.
A comida típica da região envolve muitas coisas que têm nomes acabados em "ette": Raquelette, Tartiflette, Trotinette, Roquette, etc... que, para mim, significavam geralmente uma coisa: queijo; muito queijo derretido ou de outra maneira qualquer.
No que diz respeito ao Parapente... hum, não é fácil. As descolagens são muito desagradáveis; cheias de calhaus... que saudades de Mirandela. Poucas pessoas no ar, fazem-nos sentir sozinhos, pelo que é o local ideal para a Raquel voar tranquilamente e as aterragens são exíguas... só para pilotos de competição com muitíssima experiência... :)
A descolagem de Col de la Forclaz
Aquela falésia é propícia a um voo muito técnico - desde treinar o controle da asa na descolagem, top-landings, touch & go, assim como as manobras no decurso do próprio voo - e se o piloto tiver companhia aérea, maior será a técnica exigida para se cruzarem em espaço aéreo tão reduzido. Também como voamos sempre muito baixos, com arbustos, rochas, casas e a própria encosta a poucos centímetros de distância é sempre um voo para apuramento da nossa perícia de "avoadores".
Data: 01 Setembro 2011
Local: Praia do Monte Verde
Pilotos: Hugo, JB, Alfred
No dia 16 de Novembro de 2011 quatro pilotos de parapente do CASM foram voar para a Barrosa. Uma vez que descolaram para Norte, suponho que o vento estivesse dessa direcção. Pela informação das fotografias posso dizer que estes quatro senhores estiveram no ar entre as 17:15 e as 18:57.
Também podemos adiantar que provavelmente o Pedro Perpétuo Marrecou uma hora mais cedo do que o Ricardo, mas isso já é o costume na Barrosa, porque todos sabemos que toda a gente marreca uma hora mais cedo do que o Ric, que se fica a passear ad aeternum nas bolhas da geotermia de baixo... ou é isso ou somos todos marrequeiros. :)
Este também o foi o dia em que voei pela primeira vez com os cabos novos na asa (depois da peripécia no pópulo). Já agora, obrigado ao Perpétuo que aguentou mais um bocado na descolagem porque tive de "despassar" uns cabos antes de sair... directo à aterragem.
Quando cheguei com o Hugo à descolagem, os suíços estavam literalmente "a pastar". Mediram o vento e este soprava a 25km/h. Como não conheciam a zona resolveram esperar (e BEM!) pelos pilotos locais. Logo que descolamos verificamos que a direcção do vento era sueste/leste (quase). Nas zonas mais venturizadas e/ou rotorizadas avançávamos a menos de 10km/h. Fomos até à Água Retorta e depois desafiamos os helvéticos a seguirem-nos falésia fora até...onde desse!
Mal viramos costas ao vento chegamos aos 60km/h (sem acelerador). Mas como as paredes seguintes - nomeadamente a seguir à Povoação e Ribeira Quente - estão mais viradas a sueste, este facto deu-nos algum alento e esperança de chegarmos a Ponta Garça.
Na passagem da Ponta do Garajau (Agrião) - sempre complicada - apoiámo-nos nas encostas arborizadas que "correm" na direcção das Furnas. Sobre a R. Quente a coisa funcionou às mil maravilhas e chegamos facilmente ao tecto. Depois em frente das antenas (P. Garça) a térmica sotaventada estava muito partida e logo vimos que seria difícil ir mais além. Quando nos preparávamos para aterrar nas espaçosas pastagens sobre a freguesia, o Hugo ainda apanhou uma térmica e na companhia de 2 milhafres foi aterrar à oficial de Vila Franca.
Os suiços estavam deleitados: bons pilotos, seguiram-nos sem hesitação e chegaram todos aos terrenos da Ponta Garça.
Data: 07 Setembro 2011
Local: Faial da Terra
Pilotos: Hugo, JB, Bernard & Co (pilotos suiços - 10)
Recolha: Rita Grilo





