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Haverá certamente dias em que nos apetece voar... e nada mais. E nada mais haverá que dizer. Porque o Parapente pode ser definido apenas nessa palavra, nada mais se exige. Enquanto Clube, no entanto, temos a responsabilidade e o dever de criar as melhores condições possíveis para o desenvolvimento da nossa modalidade. Assim, com esta ideia em mente, o CASM apresentou à Associação de Turismo dos Açores (ATA) um projecto de promoção dos Açores, enquanto destino turístico, e do parapente em particular. Fomos subsequentemente apoiados pela Direcção Regional do Turismo para levar a nossa Terra e o nosso Desporto ao maior Evento de voo livre do mundo! Desta vez, felizmente, não foi preciso pedir meio metro quadrado de stand emprestado aos nossos amigos da Flymaster... bom sinal. Sinal de que aquilo em que acreditamos desta vez passou para quem decide.

 38ª Coupe IcareO nosso Stand na Icare EXPO

Qualquer Parapentista que não tenha ouvido falar na Coupe Icare é, provavelmente, uma excepção à regra. É um mega evento com direito a visita de milhares de pessoas e com tantas actividades que é praticamente impossível fazer e ver tudo, durante os dias do Festival.

O projecto que planeamos implicou desenvolver ideias para um stand, um filme sobre os Açores e o parapente, e a utilização de autocolantes em asas com o endereço web da ATA. Sem prejuízo de uma apresentação formal dos resultados a todos os associados, abaixo ficam algumas (das centenas de) fotos que ilustram um pouco do que é a Coupe Icare duas ou três notas pessoais.

Não vou exagerar dizendo que Saint Hilaire é um local espectacular para voar; não é. Lá que é emblemático, isso é, mas dizer que é um sítio para se fazer grandes voos, já não vou tão longe. Para quem não gosta de multidões no ar, nem vale a pena levar asa, a não ser para voar na vizinhança. O ambiente, contudo, é espectacular e a sensação de descolar daquele tapete verde da descolagem Sul é inesquecível... mesmo que para isso tenhamos que ouvir um briefing de uns senhores que nos obrigam a saber todas as áreas proibidas e restrições (dão-nos um autocolante e tudo).

38ª Coupe Icare

O Pedro a descolar na descolagem Sul

O iCarnaval tem um nome verdadeiramente apropriado. Perante uma multidão de máquinas fotográficas e olhares que não conseguem disfarçar espanto, dezenas de equipas, mais ou menos dementes, lançam-se para o ar com fantasias que por vezes não abonam muito em favor da segurança.

38ª Coupe Icare

O ICarnaval. E... sim, aquilo são pilotos vestidos de ovelhas:)

Pessoalmente, e para além do facto de ser um local fantástico para promover o parapente nos Açores, penso que o que nos marca é realmente a possibilidade de estar com os amigos num ambiente em que o nosso desporto tem tanta visibilidade. Essa é aliás para mim a lembrança que trago de França e da viagem que fiz depois à Suiça. Enfim, o espírito que queremos manter com o nosso Festival, mas em ponto (muuuiito) mais pequenino:).

Published in Jornadas pelo Mundo

Annecy, considerada a Veneza dos Alpes, não é um destino qualquer. Mesmo sem falar em parapente, para mim ficará na lista dos melhores locais de França. A viagem, que antes de tudo foi um passeio fantástico com amigos, correu lindamente, com direito a alguns voos bastante bonitos sobre o Lago de Annecy.

Annecy 2011
Nem para tirar uma fotografia... O Grupo na aterragem oficial (no dia em que o Zé, a Manuela, a Tucha e o JB vieram ter connosco)

Para quem não se recorda ou não ficou a saber, esta viagem aconteceu em larga medida pelo facto de a menina Raquel Moniz se ter lembrado de me oferecer a estadia para a Coupe Icare (próxima Notícia). Num piscar de olhos, e com grande organização, juntou-se um grupo com a Cristina, a Sara, o Pedro e o Adal. Alugamos um Furgão, arranjamos um apartamento e lá fomos, ouvindo o som da voz da Amália no GPS: "saia na saída"; "mantenha-se na faixa da esquerda" e "chegou ao seu destino"...

A localidade fica situada na Região Rhone-Alps, muito próxima de Genebra (Lyon fica a mais ou menos uma hora de carro) e tem uma zona histórica muito interessante, com alguns canais e pequenas ruelas que realmente fazem lembrar um pouco Veneza.

Annecy 2011Las meninas

A comida típica da região envolve muitas coisas que têm nomes acabados em "ette": Raquelette, Tartiflette, Trotinette, Roquette, etc... que, para mim, significavam geralmente uma coisa: queijo; muito queijo derretido ou de outra maneira qualquer.

No que diz respeito ao Parapente... hum, não é fácil. As descolagens são muito desagradáveis; cheias de calhaus... que saudades de Mirandela. Poucas pessoas no ar, fazem-nos sentir sozinhos, pelo que é o local ideal para a Raquel voar tranquilamente e as aterragens são exíguas... só para pilotos de competição com muitíssima experiência... :)

Annecy 2011

A descolagem de Col de la Forclaz

Published in Jornadas pelo Mundo

O tecto apresentava-se abaixo da descolagem e a brisa mal tocava a descolagem. Os primeiros a sair da montanha rapidamente se encontraram na aterragem, nada se passava!
O Ric ao tentar descolar caiu dentro do buraco (já provado pelo BBruno e ASilva) e logo a Raquel grita: “Ajudem o Ricardo!”. Julgamos que era grave…mas o homem estava bem, só precisou que o retirassem do local. Confiante afirmou: “Agora é do buraco prá nuvem!”. Meio dito meio feito! Lá foi ele até aos 1.300m dentro da bruma (da humidade resultante o rádio foi-se – estava todo molhado por dentro).
O restante grupo bem que tentou imitá-lo mas…(eu fiquei pelos 700 metrinhos…!).
Ele ainda foi até ao Monte Escuro e depois arrancou para oeste vindo a aterrar junto ao Pico do Sapateiro.
Depois…vocês (os do FaceBook) que comentem!

Data: 22 janeiro 2012
Local: Barrosa NE
Pilotos: Ric, ASilva, PPerpétuo, Raquel, MJorge, Hugo, JB, BBruno, Adal, CrisP, Henrique, Benj, Tiago, Alberto

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Com uma previsão de vento fraco WNW, para mim, não há nada que enganar: Sete Cidades. O interior da cratera geralmente está mais forte que noutros locais com a mesma direcção e a encosta dá sustentação que não temos na Barrosa, por exemplo; especialmente em dias em que o "A" de Anticiclone descarrega mais de 1030HpA em cima das nossas cabeças.

Embora na parte da manhã as coisas estivessem duvidosas ao ponto de o pessoal fazer um voo da Barrosa, da tarde, com o Sol a iluminar a encosta Oeste, não há melhor sítio  que as Sete Cidades. Mais cedo tivéssemos lá chegado e mais teríamos voado, penso eu, uma vez que assim que descolei ainda apanhei provavelmente a última térmica do dia (deu para subir perto dos 950m e ver uma panorâmica inesquecível).

Nada que enganarAs maravilhas do Photoshop: junção de duas fotos

As coisas depois praticamente só deram dinâmico, o que permitiu estar quase todo o resto do voo a tirar fotos às muitas asas com que me cruzava.

Nada que enganar
Benj.
Nada que enganar
Pedro Preto.

Enfim... Sete Cidades no seu melhor.

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Depois de um voo fraquito na Maia, fomos tentar a nossa sorte nos Valados. Apesar de um tecto baixo (cerca de 700 mts), a vontade de todos era de conseguir fazer um cross para oeste, em direcção à oficial da geotermia. Eu e o João fomos logo voando nessa direcção, enrolávamos até chegar à nuvem e transitávamos tentando apanhar as melhores linhas. Na crista da Coroa da Mata, tentámos ganhar o máximo de altura para atacar a planície. O João arrancou cedo para não entrarmos os dois na nuvem e saiu com pouca altura. Tentou subir mas só havia bolhas fortes e turbulentas e foi aterrar um pouco abaixo da oficial da geotermia. Tendo ficado sozinho entrei na nuvem até aos 850 mts e parti para oeste. Consegui nova térmica no monte a seguir e já tinha altura para ir procurar a térmica da geotermia. Lá a encontrei mas não subi muito, apenas deu para ir na deriva a zerar na direcção que queria. Nova térmica no Monte Queimado, entrei na nuvem e contra-derivei para norte dentro de uma mini confluência. Saí mais a norte e parti em direcção ao Pico da Pedra. Ao chegar à zona da pedreira da Tecnovia, deixei-me ir demasiado para trás para a única nuvem com bom aspecto. Deu para ir andando a derivar mas fiquei na zona má, do escoamento do nordeste (o vento nesta altura nos Pastinhos era espigadote). Ainda pensei aterrar perto de casa mas pressenti que iria ser um pouco desportivo, desisti e arranquei para o Pópulo mas entrei na descendente forte e tive que aterrar num pasto lavrado perto da igreja do Livramento. O Benj fez um belo voo e passou, pela primeira vez, Santa Iria, indo aterrar na Ribeirinha. O PPreto também passou e chegou quase à geotermia, enquanto a Raquel, a Cris e o JA ficaram pelo Porto Formoso.

Nota: Contra derivar utiliza-se quando se voa com vento lateral. A ideia é, em vez de sair da térmica na direcção que se quer seguir, forçar a rota um pouco contra vento (cerca de 45º) para quando se apanhar nova térmica a partir de um ponto baixo, ir derivando em direcção à linha que se quer seguir. Se não se fizer isto, a térmica estará sempre a afastarnos da nossa rota e será cada vez mais dificíl progredir pois será cada vez mais contra o vento.

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Data: 15 Agosto 2011

Local: Salto do Cavalo (Furnas)

Pilotos: Cris, PPreto, Henrique, MJorge, RaquelER, Adal????+ franceses

Texto & fotos de Cristina Preto

Fomos chegando à descolagem das Furnas durante toda a manhã. Não havia sol de modo que esperamos que este nos encorajasse... começamos a descolar pouco depois e foi óptimo pois facilmente se chegava à base da nuvem... deu para tudo, até para treinar orelhas.

Foi um bom recomeço depois de tantos meses sem voar. 

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Data: 20 Agosto 2011

Local: Seará

Pilotos: tinha por lá muita gente que nem sei quem eram...Os Pretos, Raq, Adal, Catherine+Pierre & seu grupo, Hugo, MJorge, JA, JB. O Ric penso que foi até à Ferraria.

Texto & Fotos de Cristina Preto

Eu e o Pedro fomos os últimos a chegar e os últimos a descolar. Descolei ao mesmo tempo que o Pierre o que me valeu um belo voo pois estava a ver as árvores muito próximas a meio do caminho. Ficamos na falésia pois era o único sitio que dava para aguentar, mas como eram muitas asas acabamos por ir aterrar. 
Sorry não estou nada inspirada!
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