Basta olhar com alguma atenção para as fotos da preparação de descolagem da Raquel para se verificar que a força do vento estava em sintonia total com o WindGuru: vento de SW na casa dos 30km/h…e o Ricardo já tinha dito que possivelmente teríamos uma hipótese única de voar: Vila Franca e o seu famoso micro-clima…e mesmo assim numa “janela entreaberta & curta”.
Até a asa da supra citada inginheira quis voar sozinha…e a dona agarrada à selete, atrás dela gritando: ”O que é que eu faço?”. Momento hilariante! Vejam a foto.
Reparem no número de “âncoras” sobre a asa da Raquel. Eram todos candidatos a baptismos de voo (alguns ainda com vouchers do 17º Festival…ficaram no chão). Levantei voo com a primeira – e única - passageira (Laura), porque entre os presentes seria (talvez) a mais pesada, e assim fui testar as condições. Estavam fortes e a previsão era de aumentar ainda mais. Passeamos pelas encostas sobranceiras à Vila e quando enrolei a primeira térmica a passageira enjoou. Toca a tirar-lhe o capacete (para arejar as ideias) e a voar suavemente e em linha recta para a praia…ali não teria que fazer muita manobra para perder altura, pois sabemos que sobre o mar o vento é laminar.
Os restantes entre a aterragem do "odioso" e top-landings lá finalizaram o seu dia...fechado com as cervejolas do costume na Marina.
Pilotos: Ric, JB+Laura, Raquel, APimentel, Henrique, Adal, MJorge, Benj
Data: Sábado dia 21
Locais: Ceará; Barrosa N
Pilotos (Ceará): PPerpétuo, BMoniz, BBruno, APires, Adal, MJorge, Henrique, JB+Vanessa (produtora espanhola programa XtremeXperience - Canal+)
Pilotos (Barrosa): Suiços, JAntónio, PPerpétuo, BMoniz, BBruno, Adal, MJorge, Henrique, JB+prima Henrique, Raquel, Sara, MÁspera
As previsões voltaram a acertar e São Pedro voltou a mandar bom tempo. Talvez o melhor dia da semana.
Enquanto alguns dos pilotos locais foram experimentar de manhã a Ceará com pouco sucesso, levei o grupo para a Lagoa do Fogo. Céu azul, teto a 1.200 e descolagem com ciclos térmicos contínuos e fracos de NO. No céu um “tsunami” de convidativos pequenos cúmulos que prometiam um grande dia de voo. Fiz o habitual “briefing” e depois conforme habitual a malta muito disciplinada preparava as asas fora da descolagem e colocavam-se um fila indiana aguardando calmamente a sua vez para a descolagem. Tal e qual como fazemos…! Assim que começaram a descolar foi um tal “manjar” de térmica. No entretanto os nossos companheiros começaram a chegar (JBrum, José António, PPerpétuo, Miguel Aspera, MJorge, Bruninho, Alcino, Miguel Cabral, Bruno, Henrique) que da aterragem oficial ao verem o nosso JAntónio a entrar na nuvem nos 1200m foi um tal ligar o turbo pela rua acima...
Uma atenção especial para o voo do Bruno Moniz que incentivado pelo JBrum via rádio seguiu as enroladelas do Perpétuo na sua linda asa até á nuvem. Muito bem. O Bruninho também fez uma descolagem digna de se ver com muita atitude mostrando como se faz a quem tinha mais dificuldades em lidar com o controlo das asas entre a brisa térmica e as armadilhas do terreno. O JBrum fez um voo de bilugar com uma moça familiar do Henrique trazendo-lhe um sorriso que o namorado na aterragem nunca tinha visto…o que será que se passou no ar?...
A brincar conseguimos ter nesta tarde na Lagoa do Fogo tão somente 40 pilotos. Mais um recorde extra festival.
Pelas 17:30 a maior parte dos nossos companheiros lá foram para suas casas e eu como havia prometido lá fui para as 7 Cidades acompanhado apenas pelo Miguel Cabral e pelo Alcino que voaram mais uma vez naquele local paradisíaco quase 2 horas (recorde). O Alcino até conseguiu fazer top landing para trazer o Jeep. BOA. Mais uma vez tivemos cerca de 30 asas no ar neste local. Eu fiz um voo de bi-lugar com uma amiga como prenda de aniversário. Os Instrutores auxiliares Sérgio e David fizeram Bi-Lugares com uma companheira do grupo, e o Instrutor principal Marckus, fez uma adaptação com vários mosquetões á boa maneira do “Macgeiver” na pequena sellete do filho de 7 anos e fez um voo quase acrobático onde se ouvia os gritos de prazer do pequeno parapentista a incentivar o pai a puxar cada vez mais pelos Wing Overs á moda do Armando. A aterragem mais uma vez á beira da espelhada lagoa azul num misto de silêncio, do coaxar das rãs, dos sorrisos e a algazarra da malta extasiada a curtir o seu último voo em GRANDE. Aqui uma palavra de apreço e amizade o grupo que me convidou para ajudar como guia local e para todos os amigos do grupo que com certeza irão ler estes artigos e daqui em diante com certeza visitar regularmente a página do clube. Também um agradecimento pela forma disciplinada, responsável e sempre respeitadora pelas regras locais, fruto do trabalho do Clube e dos pilotos locais ao longo dos anos.
Piloten wie Sie sind immer willkommen!
Em nome do Clube obrigado.
Data: 29 Abril 2012
Local: Valados
Pilotos avoadores: Ric, raquel, MJorge, Henrique, ASilva, BMoniz, JBrum, JAntónio, PPerpétuo, PPreto, Adal
Visitas: PLuís & Sara
Dia de térmica bem mexidinha nos Valados, tecto a 1200 mts, frio e algum vento norte.
Primeiro voo com passeios até São Brás e toplanding para recuperar o fôlego. O Zé António foi aterrar à geotermia.
Segundo voo, eu o Perpétuo, Henrique e João subimos bem. O Pedro e o João seguiram e foram aterrar à zona das "Soluções M". O PPreto saiu para distância para oeste, aterrarndo pelas Caldeiras da R. Grande. Eu e o Henrique estivémos muito baixos mas recuperámos até à nuvem. Segui para oeste, fiz 1300 mts a seguir à geotermia e continuei. Embora estivesse tudo à sombra, havia alguma confluência, por vezes com núcleos fortes. Passei pelos "Pastinhos", a ideia era chegar às 7 Cidades, mas lá parecia que chovia um pouco. Apesar do tecto alto já não conseguia passar dos 900 mts e derivei para a Serra Gorda, que passei pelo norte por mais uns 2 kms. Vendo que não parecia dar para continuar muito mais, voltei atrás e aterrei na oficial da S. Gorda, depois de uma bela voaça de 25 kms.
Muito obrigado à Sara pela recolha.
O aspecto mais positivo deste voo foi o número recorde de pilotos presentes – 17.
Também positivo foi o facto de pela primeira vez (que eu tenha conhecimento!) se ter juntado quase todos os alunos do curso de 2011 (faltou 1).
Observando o voo da bilugar pilotada pelo Ric (o primeiro a descolar) logo vimos que ia ser dia de marrecanço geral. Ainda antes das “amburguesas+cerveja”, houve quem repetisse a dose de planeio rasante.
Há que agradecer à “directora da torre de controle” pelas instruções dadas via rádio aos novos pilotos do CASM na zona de aterragem…se bem que forçada! Temos que adquirir uns óculos antifog para a dita Senhora. Tenho a impressão que o embaciamento das lentes se deveu à emanação da actividade vulcânica da vila das Furnas, as Caldeiras ficam mesmo ali…digo eu!
Data: 08 Janeiro 2012
Local: Salto do Cavalo
Pilotos: Ric+Telma & Aura, Verónica, Sara, Raquel, Benj, Arnaldo, AlbertoP, BBruno, JAntónio, Henrique, DuarteM, RuiM, PLuís, PPerpétuo, MCabral, Adal e ASilva
Meteo: sem vento e brisa muito fraca de sueste a caravana rumou às Furnas. Devido à direcção do pouco vento, utilizamos a descolagem situada mais a oeste do planalto do Salto do Cavalo.
Data: 01 Abril 2012
Local: Valados
Pilotos: Benj, JAntónio, Ric, Rui, Duarte, BBruno, Ric, MJorge, JBrum, Arnaldo, ASilva, MiguelC
O tecto baixo (cerca de 750m) fazia com que julgasse que não iríamos longe. A neblina estava em todo o lado (seria humidade a mais?) reflectida na relva molhada da descolagem. Os primeiros a descolar, e ao longo da rota escolhida, não apanharam nenhuma bolha de renome (térmica?). Como o vento soprava de nordeste rumei para a esquerda a rapar floresta. Sempre na expectativa das colinas banhadas pelos raios solares - que conseguiam furar as nuvens e as iluminavam – fornecerem algum gatilho. Chegado à zona do miradoiro de Stª Iria iniciei dois tipos de voo: ora dinâmico lá atrás no monte, ora chegava-me à costa, por cima da Praia dos Moinhos, onde de vez em quando subiam gaivotas. Mas as bolhas eram esparsas e sem potência. Quando finalmente cheguei às barbas da nuvem mandei-me para a R. Grande, visto a Barrosa estar completamente debaixo de nevoeiro cerrado. Na planície nunca estive tão acompanhado de milhafres e gaivotas a subirem por todos os lados…e que calças levei!
É frustrante vê-los subir até às nuvens – as mais altas – e nós nem perto. Parece fácil…para eles!
Assim se desenrolou o voo até ao Pico do Sapateiro. Depois a brisa começou a exercer o seu poder de W/NW e fiz meia-volta.
Depois de 2 horas e cheio de sede fui aterrar junto ao meu carro (geotermia).
Em “Dia de Petas” não sei se vão acreditar no meu relato, e nem mesmo as fotos os vão convencer…mas tenho o vídeo completo.
Ficha de voo
Duração - 2:01:11
Veloc. máx. – 52km/h
Subida máx. -2.0
Descida - -2.5
Altura máx. – 729m
Distância – 6.992m
Sábado de manhã rumamos para Vila Franca (Sra da Paz). Chegando lá, verificou-se que o vento estava fortinho e com direção de sudoeste a rodar para sul. O António Silva ainda descolou e voou, mas o restante pessoal decidiu experimentar a descolagem em Santa Cruz (Lagoa). Fez-se novamente uma análise às condições atmosféricas, e enquanto isso, eu ia ganhando coragem para descolar naquele local, que à primeira vista impõe respeito. Seria a minha estreia! O que é certo é que ainda não foi desta, pois o vento estava a rondar para Sul e esta não é a direcção indicada para aquela descolagem. Posto isto, seguimos para a praia das Milicias (Pópulo), que para mim também era interessante porque seria uma estreia. O vento andava entre os 24 e 30 km/h, mas com tendência para baixar. O JB foi o primeiro a descolar e a seguir foi o Hugo, o Benjamim, o Ricardo, o Henrique (estreou-se no local) e finalmente eu. Que estreia! Descolei baixo, encostei-me à esplanada do restaurante e lá subi.... e foi de tal forma que até fui parar ao telhado de zinco desse mesmo restaurante, enfim.... felizmente nada de especial aconteceu, apenas o susto e o show para a multidão presente , mas consegui manter a asa controlada, mãos em cima para sair da zona de aceleração do vento e .... lá fui para o meu primeiro voo no "Pópulo". Uma palavra para descrever o voo, "espetacular" - uma descolagem e um voo muito técnico - é necessário ter atenção a tudo (e a mais alguma coisa), mas depois de estar a voar naquele local, a sensação é fantástica!
Que venham mais voos destes, mas dispenso a parte do telhado!!
O tecto apresentava-se abaixo da descolagem e a brisa mal tocava a descolagem. Os primeiros a sair da montanha rapidamente se encontraram na aterragem, nada se passava!
O Ric ao tentar descolar caiu dentro do buraco (já provado pelo BBruno e ASilva) e logo a Raquel grita: “Ajudem o Ricardo!”. Julgamos que era grave…mas o homem estava bem, só precisou que o retirassem do local. Confiante afirmou: “Agora é do buraco prá nuvem!”. Meio dito meio feito! Lá foi ele até aos 1.300m dentro da bruma (da humidade resultante o rádio foi-se – estava todo molhado por dentro).
O restante grupo bem que tentou imitá-lo mas…(eu fiquei pelos 700 metrinhos…!).
Ele ainda foi até ao Monte Escuro e depois arrancou para oeste vindo a aterrar junto ao Pico do Sapateiro.
Depois…vocês (os do FaceBook) que comentem!
Data: 22 janeiro 2012
Local: Barrosa NE
Pilotos: Ric, ASilva, PPerpétuo, Raquel, MJorge, Hugo, JB, BBruno, Adal, CrisP, Henrique, Benj, Tiago, Alberto
Podemos ver quando é que o pessoal está motivado para voar. Por vezes, num daqueles dias que tem "Marreca" estampada na cara, está tudo a gritar que vai ser bom; ou quando estão 30 Km/h com previsão para subir e está tudo a gritar: "isto ainda vai ficar melhor"... No caso do nosso Ricardo não é nada disso. Podemos ver que está motivado quando nos manda uma mensagem ao meio dia em ponto: "Sgorda sudeste, à tarde deve dar furnas". Dito e feito... pelo menos a parte da Serra Gorda, que quanto lá cheguei já ele estava quase a descolar.
A previsão era de vento Sudeste, de modo que isso significava subir a pé a encosta (sempre agradável). Eu o Benj e o António lá descolamos, bem como o Arnaldo na sua máquina (mas lá em baixo junto ao triângulo). Enquanto deu ainda ficamos a rapar a encosta, subindo um pouco mais lá de vez em quando (sempre que entrava uma quase térmica). O Zé o PLuís entretanto apareceram, nós aterramos e com notícias do Miguel (que estava no Salto do Cavalo) de que nas Furnas as coisas não estavam boas. Ainda houve tempo para dar uma espreitadela à descolagem que o nosso Ricardo já experimentou lá para os lados da Covoada (há para lá um Anfiteatro... segundo consta). Estava de lado e fraco. Assim, regresso ao triângulo e (no meu caso) a casa.
Quando me fui embora ainda se ficou a discutir se valia a pena subir a Serra Gorda. O que é certo que ainda me pareceu ver alguém a inflar mais tarde lá em cima (Alcino eras tu?).
Parecia mau: sem vento, sem Sol...quase que convidava a não descolar. Depois uma ligeira brisa começou a entrar de oeste, mas acompanhada de nuvens baixas e escuras. A meteo tinha avisado chuva!
Depois...bem depois o Ric apanhou uma térmica que o levou lá bem acima para dentro das nuvens (1.200m). Apressamo-nos enquanto ele passeava por cima do algodão cinzento-escuro. Logo arrancou e foi aterrar ao Pópulo.
Os restantes - bem que tentamos sair da encosta da Catedral e procurar a tal "térmica" que nos juntasse ao Ric...ma niente!
Fartos da dinâmica e de levar de vez em quando com pingos de chuva na cara, fomos aterrar ao triângulo sul. O Benj fez toplanding para trazer a sua carrinha para baixo...ouvi dizer que houve "atolanço"!
Obrigado ao Miguel Cabral pela recolha.
Data: 20 Novembro 2011
Local: Serra Gorda
Pilotos: PLuís, ASilva, PPerpétuo, Ric, BBrum, Henrique, JB, JA, Benj
Com a promessa de que no domingo (18/03/12) seria Faial da Terra - Popúlo, fiquei no sábado por casa a angariar alguns créditos para o grande dia.
O percurso contrário (Popúlo – Vila) fez-se em duas partes. A primeira foi rapidíssimo, sempre de acelerador a fundo, fui voando até ao local de encontro, isto com a estrada nova é uma marreca até à Vila . A segunda parte da viagem (Vila – Faial da Terra) já demorou um pouco mais, juntei-me à Sara e ao Ric na carrinha do Ben, e fomos liderando a comitiva que incluía o Mário Jorge, Adal, Arnaldo, António, Bruninho e Henrique "O Srº dos Arbustos". Durante a viagem (longa) fui-me apercebendo de alguma indisposição de alguns do meus companheiros de viagem. Segundo contaram, estiveram na noite anterior nas Portas do Mar a comemorar o aniversário da nossa Raquel (muitos parabéns à menina) até tarde, e eu como não sou tolo pensei logo: “Claro, com este tempo, nas Portas do Mar, apanharam um resfriado, é lógico!” Notava-se nos olhos do pessoal.
Chegados à descolagem, depressa deu para ver que estava uma m r d ! O vento soprava - e bem - e muito da esquerda. Saiu em primeiro o António, depois o Ric, seguindo-se eu, Mário, "O Srº dos Arbustos", Ben, Sara e Bruninho. Quanto ao voo, ficamos à entrada do vale nos 50 metros de falésia virada a ESE; ora virávamos á esquerda ou para a direita, ora se fazia um top landing; ora o Ric ia espreitar a nova estrada que desce para o calhau em Água Retorta, ora o Ben entrava falésia dentro; ora o Mário fazia top landing, ora o Ben ia parar à aterragem oficial; ora o Bruno e a Sara iam atrás dele...e o resto do pessoal fez toplanding.
Até à próxima marreca.

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