É sempre muito agradável estar em casa em frente ao computador e receber mensagens que só nós, os pilotos de parapente em São Miguel, tiramos um sentido correcto. Coisas como:
"geotermia"
"Pastinhos"
"Sgorda"
"Monte Verde"
que a outros pareceriam crípticas, para nós são claras... e, ontem, no meu caso concreto, irritantes, porque não podia sair de casa.
Mais agradável ainda é quando uma das bestas (com todo o respeito e delicadeza...) que pode ir voar ainda nos telefona a dizer: "olha se não podes vir segue o meu vôo no LiveTracking". É preciso ter muita lata... vou seguir no Livetracking... já não bastou ter que receber chamadas a gritar "Marrequeiro" assim que toquei com os pés no chão quando estive no Continente nas provas... Enfim, a verdade é que lá abri o sítio do LiveTrack e vi (com enorme entusiasmo, diga-se de passagem) o nosso Perpétuo a realizar um dos voos mais lindos que já tive oportunidade de assistir ao Vivo pela Internet. A forma como ele contornou o monte que fica atrás da Geotermia foi simplesmente perfeita. Quanto eu pensava que ele ia por cima, à ultima da hora, ele decide contornar. Uma manobra arriscada mas que compensou e lhe valeu, certamente, menos cacetada.:-) Não ligues, Pedro é só inveja...
Fora de brincadeira, isto do Live Tracking é muito engraçado. E quando chegar o dia em que todos tivermos um, só temos é provavelmente um problema: quanto mais gente a voar, menos público para assistir.
PS: o Ricardo também andou por lá (as usual) a tirar notas para o seu novo livro que sairá no Natal: "As Bolhas da Geotermia de Baixo: um manual prático para parapentistas que não sabem usar tudo o que é bafinho":-)
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O livetrack do Pedro. A parte que ele fez de carro não conta...
No dia 16 de Novembro de 2011 quatro pilotos de parapente do CASM foram voar para a Barrosa. Uma vez que descolaram para Norte, suponho que o vento estivesse dessa direcção. Pela informação das fotografias posso dizer que estes quatro senhores estiveram no ar entre as 17:15 e as 18:57.
Também podemos adiantar que provavelmente o Pedro Perpétuo Marrecou uma hora mais cedo do que o Ricardo, mas isso já é o costume na Barrosa, porque todos sabemos que toda a gente marreca uma hora mais cedo do que o Ric, que se fica a passear ad aeternum nas bolhas da geotermia de baixo... ou é isso ou somos todos marrequeiros. :)
Este também o foi o dia em que voei pela primeira vez com os cabos novos na asa (depois da peripécia no pópulo). Já agora, obrigado ao Perpétuo que aguentou mais um bocado na descolagem porque tive de "despassar" uns cabos antes de sair... directo à aterragem.
Data: 21 Abril 2012 (final de tarde)
Local: Barrosa N
Na tarde deste dia, cheguei a casa do trabalho e avistei a Barrosa colorida cheia de asas. Não consegui atinar com mais nada. Consegui falar com a Raquel, que estava a caminho da descolagem, e pôs-me a caminho. Aquela zona parecia um festival, imenso pessoal na aterragem, asas no ar... enfim.
A Barrosa tinha bom aspecto com alguns cúmulos e tecto alto. Chegando ao cimo da serra, via-se a Raquel a passear e a enrolar na base duma nuvem. Na descolagem o vento estava de Norte, ligeiramente lateral mas deu para sair à primeira. O Henrique foi a seguir. Subia-se bem e mesmo em frente à descolagem - fui quase aos 1200m. Entrei na nuvem mas sempre com visibilidade para o chão. O Henrique também aproveitou as subidas e até quase que tentava um cross, mas não havia confluência suficiente.
Fomos comemorar o voo acompanhando a Raquel numa fresca na praia de Stª Barbara, mas reparando numa fogueira na falésia desta praia, o Henrique não se conteve e foi tentar mais um voo que resultou numa marrequinha para o areal. Eu estava numa de tentar mas ele foi tão rápido que me soube melhor ficar na companhia da Raquel.
Data: Sábado dia 21
Locais: Ceará; Barrosa N
Pilotos (Ceará): PPerpétuo, BMoniz, BBruno, APires, Adal, MJorge, Henrique, JB+Vanessa (produtora espanhola programa XtremeXperience - Canal+)
Pilotos (Barrosa): Suiços, JAntónio, PPerpétuo, BMoniz, BBruno, Adal, MJorge, Henrique, JB+prima Henrique, Raquel, Sara, MÁspera
As previsões voltaram a acertar e São Pedro voltou a mandar bom tempo. Talvez o melhor dia da semana.
Enquanto alguns dos pilotos locais foram experimentar de manhã a Ceará com pouco sucesso, levei o grupo para a Lagoa do Fogo. Céu azul, teto a 1.200 e descolagem com ciclos térmicos contínuos e fracos de NO. No céu um “tsunami” de convidativos pequenos cúmulos que prometiam um grande dia de voo. Fiz o habitual “briefing” e depois conforme habitual a malta muito disciplinada preparava as asas fora da descolagem e colocavam-se um fila indiana aguardando calmamente a sua vez para a descolagem. Tal e qual como fazemos…! Assim que começaram a descolar foi um tal “manjar” de térmica. No entretanto os nossos companheiros começaram a chegar (JBrum, José António, PPerpétuo, Miguel Aspera, MJorge, Bruninho, Alcino, Miguel Cabral, Bruno, Henrique) que da aterragem oficial ao verem o nosso JAntónio a entrar na nuvem nos 1200m foi um tal ligar o turbo pela rua acima...
Uma atenção especial para o voo do Bruno Moniz que incentivado pelo JBrum via rádio seguiu as enroladelas do Perpétuo na sua linda asa até á nuvem. Muito bem. O Bruninho também fez uma descolagem digna de se ver com muita atitude mostrando como se faz a quem tinha mais dificuldades em lidar com o controlo das asas entre a brisa térmica e as armadilhas do terreno. O JBrum fez um voo de bilugar com uma moça familiar do Henrique trazendo-lhe um sorriso que o namorado na aterragem nunca tinha visto…o que será que se passou no ar?...
A brincar conseguimos ter nesta tarde na Lagoa do Fogo tão somente 40 pilotos. Mais um recorde extra festival.
Pelas 17:30 a maior parte dos nossos companheiros lá foram para suas casas e eu como havia prometido lá fui para as 7 Cidades acompanhado apenas pelo Miguel Cabral e pelo Alcino que voaram mais uma vez naquele local paradisíaco quase 2 horas (recorde). O Alcino até conseguiu fazer top landing para trazer o Jeep. BOA. Mais uma vez tivemos cerca de 30 asas no ar neste local. Eu fiz um voo de bi-lugar com uma amiga como prenda de aniversário. Os Instrutores auxiliares Sérgio e David fizeram Bi-Lugares com uma companheira do grupo, e o Instrutor principal Marckus, fez uma adaptação com vários mosquetões á boa maneira do “Macgeiver” na pequena sellete do filho de 7 anos e fez um voo quase acrobático onde se ouvia os gritos de prazer do pequeno parapentista a incentivar o pai a puxar cada vez mais pelos Wing Overs á moda do Armando. A aterragem mais uma vez á beira da espelhada lagoa azul num misto de silêncio, do coaxar das rãs, dos sorrisos e a algazarra da malta extasiada a curtir o seu último voo em GRANDE. Aqui uma palavra de apreço e amizade o grupo que me convidou para ajudar como guia local e para todos os amigos do grupo que com certeza irão ler estes artigos e daqui em diante com certeza visitar regularmente a página do clube. Também um agradecimento pela forma disciplinada, responsável e sempre respeitadora pelas regras locais, fruto do trabalho do Clube e dos pilotos locais ao longo dos anos.
Piloten wie Sie sind immer willkommen!
Em nome do Clube obrigado.
Data: 23 Abril 2012
Local: Barrosa NW
Pilotos: PPerpétuo, Sara, Ric, MÁspera
Mais um dia de voar! Vento meteorológico fraco, mas com bons ciclos para descolar na Barrosa virada a NW.
Na descolagem fui avisada pelo Ric de que os meninos queriam e poderiam fazer distânca. Mas deram permissão para eu tentar também... Havia um bom suporte de nuvens da Barrosa até à Lagoa. Descolaram o Ric, o PPerpétuo e eu. O Ric subiu à esquerda da geotermia de cima e depois seguiu para oeste, entrando e saindo das nuvens Mas estas desfaziam-se mais a oeste e ele lá desistiu da distância.
O PPerpétuo seguiu pela esquerda da descolagem seguindo depois para norte. Penso que também explorou o interior de algumas nuvens. Mas depois não conseguiu sustentação e aterrou perto do Pico Sapateiro. Parabéns a ele, foi o único que conseguiu fazer uma certa distância.
Eu fiquei pelas voltas a norte da Barrosa. Ainda entrei na nuvem, subi nalgumas térmicas, especialmente numa acima da Caldeira Velha.
Quando já estava na aterragem oficial, chegou o Mário Jorge e Miguel Áspera. O Miguel descolou chegando bem alto à aterragem oficial.
Brisa muito ligeira em final de tarde e um céu encoberto faziam prever um voo directo…a não ser que as térmicas “artificiais” nos “safassem”. A primeira central geotérmica estava desligada…nada se passava, ou quase nada…porque neste local ainda estive a enrolar “zeros”. Claro que o perito da GEObolha foi directo ao assunto ou seja à central junto à aterragem oficial e por lá ainda se safou…Hugo está escrito mais um Capítulo!
A menina Sara foi a última a chegar ao alto da Barrosa e conseguiu – desta feita – chegar à OFICIAL! Foi difícil “pechinininha”?
Algures perdi os meus óculos de Sol…
Data: 19 dezembro 2011
Local: Barrosa NE
Pilotos: Ric, JB, Hugo, Sara
Local: Barrosa N
Pilotos: JAntónio, MJorge, Miguel, Raquel, Sara, Arnaldo, PPerpétuo, Catherine, Pierre e muitos franceses...
Visitantes: PLuis, Verónica, Daniel
Texto & fotos de Arnaldo Rocha
Vento Fraco ou até mesmo nenhum na descolagem. Muita térmica e muita gente no ar. Combinamos 12 h na geotermia e depois foi só carreira - voar aterrar subir descolar voar aterrar subir e voar.......
Pois...Quando cheguei na companhia da Sara, já era muito tarde...já se tinham esgotado as energias eólicas, as ascendentes, as de nos levarem às nuvens...enfim aquelas com que sonhamos amiúde!
Creio que a EDA avançou com o corte da "energia geotérmica", porque mesmo as colunas de ar quente provenientes das centrais não funcionaram. Não pagamos e claro...Não há nada para ninguém!
O Ric que foi o primeiro a descolar - muito mais cedo que o restante pessoal - ainda lá chegou (às nuvens)...mas depois queixou-se que desligaram a energia e nada se passou! Os nuestros hermanos ainda estariam com os pés no chão à espera da brisa que os fizesse descolar, se entretanto eu não tivesse chegado com a Sara, lá ao alto da Barrosa. Tivemos que literalmente os empurrar montanha abaixo! Também ainda não foi desta que os vimos chegar à aterragem oficial. O Benj e o Arnaldo ainda descolaram mais tarde, e o Arnaldo foi o único dos pilotos presentes - excluindo o Ric - que enrolou alguma coisa. A Sara aterrou ao lado do montinho da geotermia de baixo...a coisa não estava fácil!
Com uma previsão de vento fraco WNW, para mim, não há nada que enganar: Sete Cidades. O interior da cratera geralmente está mais forte que noutros locais com a mesma direcção e a encosta dá sustentação que não temos na Barrosa, por exemplo; especialmente em dias em que o "A" de Anticiclone descarrega mais de 1030HpA em cima das nossas cabeças.
Embora na parte da manhã as coisas estivessem duvidosas ao ponto de o pessoal fazer um voo da Barrosa, da tarde, com o Sol a iluminar a encosta Oeste, não há melhor sítio que as Sete Cidades. Mais cedo tivéssemos lá chegado e mais teríamos voado, penso eu, uma vez que assim que descolei ainda apanhei provavelmente a última térmica do dia (deu para subir perto dos 950m e ver uma panorâmica inesquecível).
As maravilhas do Photoshop: junção de duas fotos
As coisas depois praticamente só deram dinâmico, o que permitiu estar quase todo o resto do voo a tirar fotos às muitas asas com que me cruzava.
Enfim... Sete Cidades no seu melhor.
...com a marreca do dia anterior, desta vez tentamos a vertente Norte da Barrosa. Com a excepção do Ricardo, que sabe como ninguém andar a flutuar nas bolhas da Geotermia, fomos todos mais ou menos telecomandados até à aterragem oficial. Na verdade, sem Sol, sem vento para ir voar numa falésia, e muita estabilidade... não há muito que inventar. O Zé António também lá esteve, mas acabou por não descolar. Mais uma descolagem, mais uma aterragem, num daqueles dias para apreciar a vista.





