Meteo: Vento noroeste 20 km/h, tecto a 600 mts, alguma instabilidade com aguaceiros dispersos.
No Ceará havia algum vento, eu e o Ben descolámos e fomos para as falésias dos Mosteiros, o Henrique aterrou no fim da pastagem da descolagem pois não conseguia progredir com altura. A Sara não chegou a descolar pois tinha de ir embora. Eu e o Ben voámos em toda a falésia até João Bom, no extremo norte desta zona. Chegámos a subir a quase 600 mts e bem fora da falésia com térmica e cúmulos (alguns granditos). O mar tinha sempre alguns sinais de vento mas nunca tivemos problemas para avançar, as condições estavam muito boas. Entretanto, os outros desceram até á descolagem dos Mosteiros e finalmente foram para o ar, ainda a tempo de desfrutar de óptimas condições. Eu e o Ben fizemos toplanding, como só era preciso um para levar o carro para baixo e o Ben já não queria voar, lá fui para mais um voozito, desta vez com descolagem acima das canas.
Bastaram uns 360ºs para, quando aterrei, os miúdos irem ter comigo aos pulos e dizendo: "Esse senhor faz piruetas!"
Terminámos o dia nas frescas, num café que pode tornar-se na nova aterragem oficial, pois enquanto se dobra a asa, pode encomendar-se a cerveja.
Pilotos: Raquel, Henrique, Bruno Moniz, Benjamim, Ric
...a voar.
2011 fora e 2012 já a voar. O pessoal não dá hipótese. A ver se este é um bom ano de voos... Ainda passei pelos Pastinhos, mas acabei apenas tirando algumas fotos. O vento estava um pouco da esquerda e era preciso subir até bem perto do topo do monte para não arriscar uma marreca. Mesmo assim, o Henrique acho que bisou... :-)
Mais tarde ainda houve quem fosse à Serra Gorda onde a Verónica também teve a oportunidade de descolar.
Aguardam-se mais comentários.
Qualquer Parapentista que não tenha ouvido falar na Coupe Icare é, provavelmente, uma excepção à regra. É um mega evento com direito a visita de milhares de pessoas e com tantas actividades que é praticamente impossível fazer e ver tudo, durante os dias do Festival.
O projecto que planeamos implicou desenvolver ideias para um stand, um filme sobre os Açores e o parapente, e a utilização de autocolantes em asas com o endereço web da ATA. Sem prejuízo de uma apresentação formal dos resultados a todos os associados, abaixo ficam algumas (das centenas de) fotos que ilustram um pouco do que é a Coupe Icare duas ou três notas pessoais.
Não vou exagerar dizendo que Saint Hilaire é um local espectacular para voar; não é. Lá que é emblemático, isso é, mas dizer que é um sítio para se fazer grandes voos, já não vou tão longe. Para quem não gosta de multidões no ar, nem vale a pena levar asa, a não ser para voar na vizinhança. O ambiente, contudo, é espectacular e a sensação de descolar daquele tapete verde da descolagem Sul é inesquecível... mesmo que para isso tenhamos que ouvir um briefing de uns senhores que nos obrigam a saber todas as áreas proibidas e restrições (dão-nos um autocolante e tudo).
O Pedro a descolar na descolagem Sul
O iCarnaval tem um nome verdadeiramente apropriado. Perante uma multidão de máquinas fotográficas e olhares que não conseguem disfarçar espanto, dezenas de equipas, mais ou menos dementes, lançam-se para o ar com fantasias que por vezes não abonam muito em favor da segurança.
O ICarnaval. E... sim, aquilo são pilotos vestidos de ovelhas:)
Pessoalmente, e para além do facto de ser um local fantástico para promover o parapente nos Açores, penso que o que nos marca é realmente a possibilidade de estar com os amigos num ambiente em que o nosso desporto tem tanta visibilidade. Essa é aliás para mim a lembrança que trago de França e da viagem que fiz depois à Suiça. Enfim, o espírito que queremos manter com o nosso Festival, mas em ponto (muuuiito) mais pequenino:).
Annecy, considerada a Veneza dos Alpes, não é um destino qualquer. Mesmo sem falar em parapente, para mim ficará na lista dos melhores locais de França. A viagem, que antes de tudo foi um passeio fantástico com amigos, correu lindamente, com direito a alguns voos bastante bonitos sobre o Lago de Annecy.
Para quem não se recorda ou não ficou a saber, esta viagem aconteceu em larga medida pelo facto de a menina Raquel Moniz se ter lembrado de me oferecer a estadia para a Coupe Icare (próxima Notícia). Num piscar de olhos, e com grande organização, juntou-se um grupo com a Cristina, a Sara, o Pedro e o Adal. Alugamos um Furgão, arranjamos um apartamento e lá fomos, ouvindo o som da voz da Amália no GPS: "saia na saída"; "mantenha-se na faixa da esquerda" e "chegou ao seu destino"...
A localidade fica situada na Região Rhone-Alps, muito próxima de Genebra (Lyon fica a mais ou menos uma hora de carro) e tem uma zona histórica muito interessante, com alguns canais e pequenas ruelas que realmente fazem lembrar um pouco Veneza.
A comida típica da região envolve muitas coisas que têm nomes acabados em "ette": Raquelette, Tartiflette, Trotinette, Roquette, etc... que, para mim, significavam geralmente uma coisa: queijo; muito queijo derretido ou de outra maneira qualquer.
No que diz respeito ao Parapente... hum, não é fácil. As descolagens são muito desagradáveis; cheias de calhaus... que saudades de Mirandela. Poucas pessoas no ar, fazem-nos sentir sozinhos, pelo que é o local ideal para a Raquel voar tranquilamente e as aterragens são exíguas... só para pilotos de competição com muitíssima experiência... :)
A descolagem de Col de la Forclaz
Data: 17 Abril 2012
Local: Pastinhos
Concretizaram-se as previsões meteorológicas: vento fraco de manhã NE rodando para N e aumentando ao longo do dia.
O dia começou nos “Pastinhos” do Bruninho pelas 9:00. Os nossos amigos helvéticos puderam verificar na prática a complexidade técnica e interessante deste local. Aprenderam coisas que para nós já são mais que comuns mas vistas por pilotos que não estão habituados podemos analisar como este é um belo sitio para treinar algumas técnicas e conhecimentos como por exemplo:
1. Subir com a asa na diagonal desde o sopé até ao ponto de descolagem a meia montanha;
2. Perceber e temporizar os ciclos térmicos para saber qual a altura certa para descolar dentro do ciclo;
3. Controlar a asa descolando para NO devido ao efeito de “venturi” entre as duas montanhas e voar depois com vento NE;
4. Saber “lamber” bem ás arvores do monte pequeno até estar preparado para o monte grande, entre outras.
E foi isto que aconteceu praticamente toda a manhã até entrar o previsível sol fazendo descer a humidade de 85% para 72% ao longo de toda a tarde e elevando o tecto para cerca dos 1000m. Resultado: subia-se por todo o lado e durante toda a tarde toda a minha gente voou. Entre o grupo de suiços apareceu um casal francês (pai+filha) a voar de Bilugar e alguns pilotos locais entre eles o João Brum, Sara, Mario Jorge, Arnaldo, Pedro Perpétuo e Ricardo. Ainda visitaram o local o JAntónio, a Verónica e o João Alves (este voou de paramotor no final do dia).
Data: 21 Abril 2012 (final de tarde)
Local: Barrosa N
Na tarde deste dia, cheguei a casa do trabalho e avistei a Barrosa colorida cheia de asas. Não consegui atinar com mais nada. Consegui falar com a Raquel, que estava a caminho da descolagem, e pôs-me a caminho. Aquela zona parecia um festival, imenso pessoal na aterragem, asas no ar... enfim.
A Barrosa tinha bom aspecto com alguns cúmulos e tecto alto. Chegando ao cimo da serra, via-se a Raquel a passear e a enrolar na base duma nuvem. Na descolagem o vento estava de Norte, ligeiramente lateral mas deu para sair à primeira. O Henrique foi a seguir. Subia-se bem e mesmo em frente à descolagem - fui quase aos 1200m. Entrei na nuvem mas sempre com visibilidade para o chão. O Henrique também aproveitou as subidas e até quase que tentava um cross, mas não havia confluência suficiente.
Fomos comemorar o voo acompanhando a Raquel numa fresca na praia de Stª Barbara, mas reparando numa fogueira na falésia desta praia, o Henrique não se conteve e foi tentar mais um voo que resultou numa marrequinha para o areal. Eu estava numa de tentar mas ele foi tão rápido que me soube melhor ficar na companhia da Raquel.
O aspecto mais positivo deste voo foi o número recorde de pilotos presentes – 17.
Também positivo foi o facto de pela primeira vez (que eu tenha conhecimento!) se ter juntado quase todos os alunos do curso de 2011 (faltou 1).
Observando o voo da bilugar pilotada pelo Ric (o primeiro a descolar) logo vimos que ia ser dia de marrecanço geral. Ainda antes das “amburguesas+cerveja”, houve quem repetisse a dose de planeio rasante.
Há que agradecer à “directora da torre de controle” pelas instruções dadas via rádio aos novos pilotos do CASM na zona de aterragem…se bem que forçada! Temos que adquirir uns óculos antifog para a dita Senhora. Tenho a impressão que o embaciamento das lentes se deveu à emanação da actividade vulcânica da vila das Furnas, as Caldeiras ficam mesmo ali…digo eu!
Data: 08 Janeiro 2012
Local: Salto do Cavalo
Pilotos: Ric+Telma & Aura, Verónica, Sara, Raquel, Benj, Arnaldo, AlbertoP, BBruno, JAntónio, Henrique, DuarteM, RuiM, PLuís, PPerpétuo, MCabral, Adal e ASilva
Meteo: sem vento e brisa muito fraca de sueste a caravana rumou às Furnas. Devido à direcção do pouco vento, utilizamos a descolagem situada mais a oeste do planalto do Salto do Cavalo.
Local: Serra Gorda/Salto do Cavalo
Meteorologia: direcção do vento sul/sueste, 15km/h na descolagem da frente sul Serra Gorda; vento fraco nas Furnas.
Pilotos: Arnaldo, Roland Beck, Alberto (aluno do curso 2011)
Instrutores: Nuno Gomes, Marco
Recolha: Cornel Kirsch/Verónica
Deslocamo-nos até à Serra Gorda para mais um voo. Ao chegar já andava o nosso novíssimo piloto (Alberto) nos seus primeiros de muitos voos. Subimos, e desta vez deixei que fosse o nosso visitante o primeiro a descolar. Fizemos alguma permanência e fomos para a aterragem habitual, depois decidimos ir almoçar às Furnas.
Seria o primeiro voo com a Peak renovada – levou um cone novo (conjunto de cabos). Pois não foi bem um “voo”. Mal inflei a bicha não tinha pressão na ponta esquerda…mas pensei que fosse normal e descolei. No ar a coisa era mais complicada…não tinha mesmo comando naquela zona do parapente. Fiz um 360º para a direita (era lá que tinha pressão), gritei para a pastagem – onde o Rice a Sara já se preparavam para descolar – e entrei a alta velocidade por cima deles…correu bem! Tenho uns cabos trocados…
Fiquei no chão a vê-los subir por todos os lados (que inveja!), parecia que usufruíam de uma restituição de sonho. Ora à direita ou à esquerda, à frente ou atrás, elevando-se até às nuvens. O Ric ainda fez de novo toplanding no segundo monte à direita da ermida. A “pechinininha” queria fazer toplanding mas pela rádio gritou: ”Não consigo…estou sempre a subir!”. O Miguel, o Armando e o Ric aterraram na descolagem, a Sara foi aterrar no sopé da montanha…”Tavas com medo do homenzinho da oficial?”.
O final de dia a brisa intensificou-se fazendo com que o Ric perdesse 15 minutos para aterrar. Não estava fácil pôr a Avax no chão…
Texto de Ricardo Rodrigues
Previsão de vento sul moderado a fortito mas enfraquecendo. Tecto alto mas pouco ou nenhum sol. Enquanto uns foram brincar para o Pópulo, outros foram tentar a Vila, célebre pela resistência ao vento forte de sul. Enquanto no Pópulo se descolava da areia e subia-se ao edifício mais alto, quase não avançando, na Vila, tínhamos muito boas condições, com bom dinâmico e alguma térmica. O Flymaster dava 18-20 km/h de vento. Deu para subir quase aos 500 mts, fazer toplanding na nova descolagem*. O João descolou e aterrou logo de seguida, apercebendo-se que havia alguma linha mal montada, depois de ter mudado o cone da sua Peak.
*NOTA: Está testada uma nova descolagem na Vila Franca, cerca de 100 mts mais alta que a Senhora da Paz e com a vantagem de funcionar desde SW até SE (a Senhora da Paz fica "dificil" com SE). Tem a desvantagem de ser mais difícil de chegar, tem acesso por caminho agrícola mas muito íngreme (não é verdade Ben?) e só adequado a 4X4 (ou a pé, para os corajosos!) Para sul fica directamente por cima do parque industrial, mesmo no topo de um venturi que canaliza a térmica. De qualquer modo, temos mais uma alternativa que já testei com toplanding e posterior redescolagem.
Data: 08 Fevereiro 2012
Local: Senhora da Paz (Vila Franca do Campo)
Pilotos: JB, Ric, Armando, MiguelA, Sara
Depois de recolhermos o Hugo, resolvemos experimentar a Senhora da Paz – o fumo de algumas fogueiras subia languidamente as encostas do monte. Os milhafres e as gaivotas subiam em doces espirais até às nuvens espalhadas pelo micro clima da Vila Franca. Mais para trás e mais alto, o Pico da Cruz, apresentava-se coberto por nuvens mais escuras. E foi nas bolhas de ar quente provenientes das ditas fogueiras que alguns privilegiados (eu+Hugo) atingiram as massas nebulosas…o Ric bem que se esforçou mas o “gaz” não lhe levou muito acima das encostas arborizadas. Por falar em árvores e restante vegetação, o título desta Notícia é todo ele dedicado ao nosso Tiago (não tens aparecido aos treinos…depois o resultado está à vista!).
A Raquel foi directa à aterragem antiga. Do restante grupo voador ainda realce para os “exploradores” Benj, Sara e Henrique, que “descobriram” uma nova aterragem e para o Alberto, que depois de “pôr a asa a rezar” sobre o muro da ermida desistiu do voo.
Benditas as “frescas” da marina…





